segunda-feira, 30 de abril de 2012
"Sons do silêncio"
Vagueio na noite...
A procura de sons...
Que mesmo em silêncio...
A saudade é tanta...
A procura de sons...
Que mesmo em silêncio...
Porque as palavras emudeceram...
Porque o vento com tua fragrância...
Não sopra mais com a mesma intensidade...
Porque às vezes me encontro morrendo...
Porque em outras me encontro correndo...
Ao sabor do vento que nada me diz...
E eu ainda sobrevivo...
Mas cada dia que passa...
Acordo sonhando com um mágico encontro...
E em meio a delírios eu continuo te amando...
E em meio a delírios eu continuo te amando...
Já não tenho pressa...
Hoje vagueio alada no meu mundo...
Às vezes perdidas...
Às vezes me reencontrando...
Choro liberta já ninguém me ouve...
E na sombra de meu pensamento...
No silenciar de minha alma...
Encontro teu nome descrito...
Com ternura e carinho...
E por isso tudo eu continuo...
A escrever meu poema de amor...
Falando-te de meu coração...
Na sombra de meu pensar...
Mesmo sem voz ao som do silêncio...
Continuarei a falar “A –M-O-R”
quinta-feira, 8 de março de 2012
NO INSTANTE DA VERDADE
Eu amo alguém que nunca jamais vi,
Que só tem forma em minha fantasia,
... E nesse dia hei de dormir o sono
De quem conhece a face do abandono,
Sob a canção que embala a realidade.
Eu amo alguém que nunca jamais vi,
Que só tem forma em minha fantasia,
Que a noite toda permanece aqui.
Eu amo alguém que muito me conhece,
Que tem poder estranho sobre mim,
Que sabe a hora em que é chegado o fim
Do nosso encontro, logo que amanhece.
Talvez um dia eu possa ver seu rosto
E perceber, tomada pelo susto,
Que ele não cabe em mundo de verdade. . . ... E nesse dia hei de dormir o sono
De quem conhece a face do abandono,
Sob a canção que embala a realidade.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Não sei quantas almas tenho
Fernando Pessoa
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Os lábios que não beijei,
A pele que não toquei
Os olhos que frente a frente não olhei
O sonho que só sonhei, mas não realizei
As palavras que com carinho escutei
As angustias que com doçura acalmei
De tudo um pouco, em sonho experimentei
Sonho que um dia lá em minha juventude sonhei
Sonho que COM CERTEZA ainda concretizarei
O quanto ti busquei, o quanto ti visualizei
Quantos momentos em ti eu pensei
O tempo passou e eu de ti não mi distanciei
Pelo contrário, dentro de mim ti preservei
ou ainda mais Ti perpetuei.
A pele que não toquei
Os olhos que frente a frente não olhei
O sonho que só sonhei, mas não realizei
As palavras que com carinho escutei
As angustias que com doçura acalmei
De tudo um pouco, em sonho experimentei
Sonho que um dia lá em minha juventude sonhei
Sonho que COM CERTEZA ainda concretizarei
O quanto ti busquei, o quanto ti visualizei
Quantos momentos em ti eu pensei
O tempo passou e eu de ti não mi distanciei
Pelo contrário, dentro de mim ti preservei
ou ainda mais Ti perpetuei.
domingo, 1 de janeiro de 2012
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